**********BiObjetivo - 2° E.M. 2004**********


Nível de gás carbônico aumenta sobre a Antártida

Nível de gás carbônico aumenta sobre a Antártida, alertam cientistas da Agência Lusa

Os níveis de dióxido de carbono (CO2) sobre a Antártida subiram 2,6% em seis anos, primeiro aumento de um gás causador do efeito estufa até agora detectado sobre o continente.

A informação é de um grupo de cientistas japoneses do Instituto Nacional de Pesquisa Polar, para quem o dióxido de carbono proveniente dos continentes habitados está aparentemente dirigindo-se para a atmosfera sobre a Antártida.

"Tudo na Terra está agora poluído com dióxido de carbono", disse Takashi Yamanouchi, professor do instituto. "Isso pode estar contribuindo para a expansão do aquecimento global, embora seja necessário verificar se as temperaturas na atmosfera estão de fato subindo", explicou.

Temperatura em alta

Na visão de muitos climatologistas, o dióxido de carbono --produzido pela queima de combustíveis fósseis e outros processos industriais-- é uma das principais causas do aquecimento global, já que retém calor na atmosfera terrestre.

Segundo os modelos climáticos, a poluição causada pela indústria e pelo trânsito aumentará as temperaturas mundiais de um a dois graus em média durante este século. Ainda não são conhecidos os efeitos dessa elevação de temperatura nos padrões meteorológicos globais.

A Antártida, cuja camada de gelo tem cerca de 1.830 metros de espessura, é um dos poucos locais onde os cientistas podem examinar as alterações climáticas ao longo do tempo --isso porque os químicos do ar foram sendo congelados em camadas no gelo, ano após ano, ao longo dos séculos.

Concentração

Já foi possível confirmar o aumento da densidade de dióxido de carbono no solo da Antártida, mas ainda não se tinha provado o mesmo em relação à atmosfera, disse Yamanouchi.

Para conseguir o feito, os cientistas japoneses lançaram um balão com um engenho de monitoração a uma altitude entre 15 km e 20 km sobre a base de pesquisa japonesa na Antártida, em janeiro deste ano.

O experimento constatou que a atmosfera continha uma média de 367,9 partes por milhão (ppm) de dióxido de carbono, 9,4 ppm (ou 2,6%) mais do que os níveis obtidos em análise semelhante feita em 1998.

Cerca de 60 cientistas japoneses estão atualmente na base japonesa de Showa, na Antártida, estudando os buracos do ozônio, a vida marinha, o clima mundial e padrões meteorológicos.

Rodrigo Rodrigues nº 17



Escrito por 2° E.M. - Objetivo 2004 às 22h37
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Caminhar pode reduzir risco de demência, dizem estudos

da BBC, em Londres

O hábito de caminhar pode estar relacionado a uma redução do risco de pessoas idosas desenvolverem demência, afirmam estudos feitos nos Estados Unidos.

Cientistas da Universidade da Virgínia analisaram 2 mil homens com mais de 71 anos e concluíram que aqueles que andam menos correm um risco duas vezes maior de desenvolver a enfermidade.

O outro estudo foi feito por pesquisadores da Universidade de Harvard com 18 mil mulheres com idades superiores a 70 anos e conclui que as que fazem exercícios obtêm melhores resultados em testes de agilidade mental.

Por Emilly Ribeiro  n° 09



Escrito por 2° E.M. - Objetivo 2004 às 16h11
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Acupuntura combate náusea pós-operatória melhor que remédio

Da Reuters
Em Washington

A acupuntura, que já se provou eficiente no combate à náusea sentida no pós-operatório, pode funcionar até melhor que remédios, disseram pesquisadores norte-americanos nesta quarta-feira (22/9). E parece que os pacientes ficam mais felizes com o tratamento alternativo.

Os pesquisadores da Universidade Duke (EUA) estudaram 75 mulheres que se submeteram a cirurgias nos seios, como implante de silicone, redução das mamas ou mastectomia.

Todos esses procedimentos exigem a aplicação de uma anestesia geral. Isso leva, com freqüência, ao aparecimento de náusea quando o paciente acorda.

As 75 mulheres foram divididas aleatoriamente em três grupos. O primeiro grupo recebeu um tratamento com acupuntura, o segundo recebeu um remédio antináusea chamado Zofran e o terceiro, nenhum dos dois tratamentos.

Duas horas depois da cirurgia, 77% das pacientes que foram tratadas com acupuntura não apresentavam mais náuseas ou vômitos. Entre as que receberam o remédio, esse número foi de 64%. No terceiro grupo, de 42%.

Em artigo publicado pela revista Anesthesia and Analgesia, Tong Joo Gan e seus colegas disseram ter usado um aparelho de eletroacupuntura, que administra uma pequena corrente elétrica através da pele, dispensando o uso das tradicionais agulhas.

"As pacientes que foram tratadas com acupuntura tiveram uma recuperação mais confortável do que as que receberam remédios", afirmou Gan em um comunicado.

"Nas áreas de controle de náusea e vômito pós-operatórios, de alívio da dor e de melhoria do ânimo dos pacientes, a acupuntura parece ser mais eficiente que os remédios usados normalmente. A técnica, ainda, apresenta poucos efeitos colaterais".

Por: Karina Giadanes  n° 10

 



Escrito por 2° E.M. - Objetivo 2004 às 22h48
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Caroline n° 6

Como o sangue chega até as células?
Do Klick Educação

O aparelho circulatório é composto por coração, artérias, veias e capilares sanguíneos. Saindo do coração, o sistema arterial se ramifica ao máximo para permitir que o sangue chegue a todas as partes do organismo. As artérias se dividem em arteríolas e estas se ramificam em ductos muito finos (capilares sanguíneos), formando uma rede bastante extensa. A parede dos capilares é muito fina, o que facilita as trocas de nutrientes e gases entre o sangue e as células e também de resíduos da atividade celular. Depois, os capilares se juntam para formar as vênulas. Estas, por sua vez, unem-se para formar as veias que levam o sangue de volta ao coração.



Escrito por 2° E.M. - Objetivo 2004 às 22h18
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Cientistas 'descobrem parte do cérebro onde sonhos são criados'

Os pesquisadores monitoraram as ondas do cérebro da paciente enquanto ela dormia
Cientistas acreditam ter localizado a parte do cérebro onde os sonhos são criados.
Uma equipe do Hospital Universitário de Zurique, na Suíça, fez a descoberta após tratar de uma mulher que havia parado de sonhar depois de ter tido um derrame.

O derrame havia afetado uma área no fundo da parte de trás do cérebro - e os cientistas acreditam que essa é a área onde os sonhos são criados.

Os pesquisadores, que escreveram na revista acadêmica Annals of Neurology, dizem que a descoberta oferece novas possibilidades para as pesquisas sobre os sonhos.

A paciente de 73 anos perdeu uma série de funções do cérebro, a maior parte relacionada à visão, depois do derrame.

A maior parte desses efeitos foi sentida alguns dias depois do derrame, mas, aí, ela parou de sonhar. Antes do derrame, ela costuma sonhar três ou quatro vezes por semana.

Síndrome

A perda da habilidade para sonhar - juntamente com problemas na visão - como conseqüência de danos a uma parte específica do cérebro é chamada de síndrome de Charcot-Wilbrand, levando os nomes dos neurologistas Jean-Martin Charcot e Hermannn Wilbrand, os primeiros a descreverem a condição nos 1880s.

A síndrome é bem rara, especialmente casos onde somente a perda da capacidade de sonhar é verificada.

Os pesquisadores suíços decidiram monitorar a paciente para tentar descobrir que parte do cérebro era afetada em pessoas com a condição.

As ondas do cérebro da mulher foram monitoradas por seis semanas enquanto ela dormia.

O sono da paciente não foi alterado e ela continuava apresentando o movimento rápido dos olhos como normal.

Isso é significativo porque normalmente o movimento dos olhos e os sonhos acontecem juntos, mas pesquisas já indicaram que as duas atividades são reguladas por sistemas independentes do cérebro.

Imagens do cérebro da paciente mostraram que o derrame havia danificado uma área localizada no fundo da parte de trás do cérebro dela.

Danos cerebrais

Outros estudos mostraram que parte dessa região do cérebro está envolvida no processamento visual de rostos e paisagens, assim como no processamento de emoções e memórias visuais, o que parece bem lógico para uma região que estaria relacionada à origem ou ao controle dos sonhos.

Cerca de um ano depois do derrame, a paciente passou a ter algum ou outro sonho, mas nunca mais do que um por semana.

Ela informou que os sonhos que tinha eram menos vívidos e menos intensos do que os que ela tinha antes do derrame.

"Como os sonhos são criados, e qual a utilidade deles, são questões ainda completamente em aberto até o momento", escreveu o médico Cláudio Bassetti, do Departamento de Neurologia do Hospital Universitário de Zurique, na revista Annals of Neurology.

"Esses resultados descrevem pela primeira vez em detalhe o tamanho necessário da lesão para que haja perda da capacidade de sonhar, na ausência de outros problemas neurológicos".

"Dessa forma, eles oferecem um foco de atenção para estudos futuros interessados na localização do ato de sonhar".

"Outras conclusões sobre essa região do cérebro e o seu papel nos sonhos vão depender de mais pesquisas analisando as mudanças no padrão de sonhos de pacientes com danos no cérebro", completou o médico.

Por Camila Natalo nº4


Escrito por 2° E.M. - Objetivo 2004 às 23h29
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Estômago produz antibiótico natural

Descoberta abre caminho para uma droga segura contra o câncer de estômago


A bactéria H. pylori tem forma de espiral, vive na mucosa do estômago de
primatas e está ligada ao desenvolvimento de várias doenças gástricas

Cientistas japoneses identificaram um antibiótico natural contra a bactéria Helicobacter pylori, associada a 90% dos casos de câncer no estômago e principal causadora de doenças estomacais como gastrite e úlcera. O 'remédio' seria composto pela associação de uma proteína e um carboidrato encontrados na porção inferior do estômago humano. O estudo, feito por pesquisadores do Instituto Burnham nos Estados Unidos, foi publicado na revista Science em 13 de agosto.

Mais de 50% da população mundial está infectada com a H.pylori, mas a maioria das pessoas não é afetada ou possui uma defesa natural contra os efeitos prejudiciais da doença. Não se conhece ainda a causa dessa imunidade: os cientistas podem ter achado a explicação para ela e encontrado um caminho para curar ou prevenir essas doenças estomacais.

A H.pylori se desenvolve normalmente na camada superficial da mucosa e revestimento do estômago, sendo muito raro encontrá-la em porções mais profundas desse órgão. Os pesquisadores desvendaram o porquê: nessa parte do estômago as células da mucosa secretam uma classe particular de glicoproteínas (o-glicanos) ligada a um carboidrato específico (alfa 1,4-N-acetilglucosamina). Essa união funciona como um antibiótico natural, um mecanismo de defesa contra a bactéria.

 

Por Ellen Vilar n° 08



Escrito por 2° E.M. - Objetivo 2004 às 23h43
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Terracom é responsável pela
coleta de lixo desde o início do mês

por Etiene Molon

Desde o último dia 5 a empresa Terracom é a responsável pela coleta do lixo Município. Segundo o secretário de Administração, Finanças e Jurídico, José Antônio Rufino Collado, uma nova empresa foi contratada de forma emergencial, já que a Pajoan não cumpriu algumas obras propostas na assinatura do contrato em 2001 e mesmo assim a prestação do serviço foi renovada e o contrato acabou no dia 4 de agosto. Outros fatores que descontentaram a Administração foram as questões ambientais, já que a empresa recebeu algumas notificações da Cetesb para adequação.

“A Terracom foi contratada por seis meses e durante este período estaremos realizando uma nova licitação. A escolha da empresa é devido aos bons serviços que ela vem prestando nos municípios vizinhos”, afirma Collado.

De acordo como secretário, a empresa vai receber pelos serviços de coleta cerca de R$ 1,2 milhão (valor estimado)  e o contrato emergencial termina em janeiro do próximo ano.

O Secretário alertou que devido o fim do contrato ser na temporada, os moradores não correm o risco de ficar sem a coleta de lixo, já que a empresa que vencer a concorrência dará continuidade ao trabalho.

As empresas interessadas em participar da concorrência devem ter vários requisitos, como: frota e equipamento adequados para a coleta; pessoal qualificado e área para a destinação dos resíduos.

Escrito por 2° E.M. - Objetivo 2004 às 23h02
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USP importa células-tronco embrionárias dos EUA da Folha Online

Pesquisadores do Instituto de Biociências da USP (Universidade de São Paulo) importaram dos Estados Unidos quatro linhagens de células-tronco embrionárias.

O material foi fornecido pelo norte-americano Douglas Melton, da Universidade de Harvard, que as disponibiliza gratuitamente a outras instituições de pesquisas.

"Estamos muito entusiasmados com o recebimento das células-tronco embrionárias humanas, pois se trata de um modelo experimental de enorme valor em termos de linhas de pesquisa que podem ser abertas", disse Lygia da Veiga Pereira, pesquisadora da USP cuja equipe foi a responsável pela criação, em 2001, das primeiras linhagens de células-tronco embrionárias de camundongos.

Após descongelar o material, os pesquisadores pretendem comparar os resultados obtidos a partir das células-tronco embrionárias de camundongos com as humanas.

Legislação

A legislação brasileira atual proíbe as pesquisas com embriões humanos. O novo projeto de Biossegurança, já aprovado pela Câmara dos Deputados, deve enterrar em definitivo a pesquisa com células-tronco embrionárias, caso o Senado não altere o texto.

Apesar do material representar um avanço para os estudos brasileiros, a pesquisadora acredita que a impossibilidade de o Brasil estabelecer suas próprias linhagens torna o país dependente da pesquisa estrangeira e atrasa os avanços médicos.

"Perdemos uma parte fundamental do estudo, perdemos autonomia e ficamos à mercê do desenvolvimento feito em outro país", afirmou.

Para a cientista, sem o impedimento legal, o Brasil teria condições de obter esse material sozinho e sem qualquer dificuldade.

Nos Estados Unidos, não há proibição. Entretanto, desde 2001, o presidente George W. Bush suspendeu os fundos federais para pesquisas com células-tronco embrionárias. A decisão de Harvard de disponibilizar estas linhagens foi considerada uma afronta à política de Bush.

Possibilidades

Células-tronco são como curingas, ou seja, células neutras que ainda não possuem características que as diferenciem como uma célula da pele ou do músculo, por exemplo.

Essa capacidade em se diferenciar em outros tecidos tem chamado a atenção dos cientistas. Cada vez mais pesquisas mostram que as células-tronco podem recompor tecidos danificados e, assim, teoricamente, tratar um infindável número de problemas, como alguns tipos de câncer, o mal de Parkinson e de Alzheimer, doenças degenerativas e cardíacas ou até mesmo fazer com que pessoas que sofreram lesão na coluna voltem a andar.

Basicamente, há dois tipos de células-tronco: as extraídas de tecidos maduros de adultos e crianças --do cordão umbilical ou da medula óssea-- e as de embriões.

No caso das células-tronco embrionárias, muitos cientistas afirmam que elas são mais eficazes para formar, praticamente, qualquer tecido do corpo humano. O problema é que, para extrai-las, o embrião é destruído --o que gera protestos de grupos religiosos e antiaborto.


Rodrigo Rodriguez nº17 2º e.m.



Escrito por 2° E.M. - Objetivo 2004 às 23h58
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Vai uma vacina aí?

Pesquisa utiliza bactérias lácticas em síntese de proteínas segura para o consumo

Comer queijo em vez de tomar vacina para se proteger das doenças deve ser o sonho de muitas crianças. Anderson Miyoshi, pós-doutorando do Departamento de Biologia Geral da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), trabalha para realizá-lo. Há quatro anos, ele estuda a síntese de proteínas em bactérias lácticas, amplamente utilizadas pela indústria alimentícia na produção e conservação de produtos como leites fermentados, iogurtes, manteigas, queijos etc.

Desde os anos 80, com o advento da tecnologia do DNA recombinante, muitas pesquisas voltaram-se para o uso de bactérias como 'usinas celulares' para a fabricação de proteínas por meio da expressão gênica. Logo nos primeiros estudos, as bactérias lácticas, consideradas seguras para o consumo humano e animal, tornaram-se boas candidatas. "Entre elas, a Lactococcus lactis, usada principalmente na fabricação de queijos, mostrou-se uma das espécies de mais fácil manipulação genética", conta Miyoshi.

Os sistemas de expressão testados, porém, utilizam marcadores de antibióticos e outros compostos potencialmente nocivos à saúde, o que restringe seu uso aos laboratórios. "Além disso, a legislação de vários países proíbe a presença desses compostos no produto final", acrescenta o pesquisador

 

Ellen Vilar N°08



Escrito por 2° E.M. - Objetivo 2004 às 22h35
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O poder da imaginação

Estudo revela que mentalizar execução de uma tarefa ajuda a melhorar desempenho


O pensador, escultura do francês Auguste Rodin (1840-1917)

Você acredita que o simples fato de alguém mentalizar que está andando de bicicleta pode ajudá-lo a melhorar seu desempenho? Pois é isso que sugerem experimentos realizados no Laboratório de Neurociências e Comportamento do Instituto de Biociências (IB) da Universidade de São Paulo (USP). Coordenado pelo biólogo André Frazão Helene e orientado pelo professor Gilberto Xavier, o estudo mostrou que um treinamento imaginativo pode de fato aprimorar uma habilidade.

Helene explica que as áreas cerebrais ativadas durante o exercício de imaginação de uma tarefa e sua execução efetiva são muito próximas. "O tempo de imaginação de um ato motor é igual ao tempo de sua execução real", afirma. "Ocorre, por exemplo, uma elevação proporcional da taxa de batimentos cardíacos, de ventilação e de consumo de oxigênio quando pessoas se imaginam andando a 5, 8 ou 12 km/h."

A equipe avaliou a possibilidade de se adquirir novas memórias por meio do treinamento restrito à imaginação. Um primeiro experimento, de natureza cognitiva, envolveu um grupo de voluntários que tinha que ler palavras invertidas e escrevê-las corretamente com o dedo no ar. Outro grupo lia palavras grafadas de forma correta e as imaginava escritas ao contrário. Após três dias de treino de 100 palavras por dia para cada um, foi verificado que o desempenho dos grupos era equivalente. "Ambos tiveram a aquisição efetiva da habilidade", afirma Helene.

Um segundo experimento avaliou o aprendizado motor pela imaginação. Os 24 participantes, todos destros, foram divididos em três grupos. O primeiro era de treino real: eles se sentavam de frente para um monitor em que apareciam em seqüência números de um a quatro. A cada número correspondia um dos dedos da mão direita; a tarefa consistia em tocar com o polegar os dedos equivalentes ao número mostrado na tela. O segundo era de treino imaginativo: a diferença é que ao invés de realmente tocarem o polegar, os participantes deviam somente imaginar a ação e apertar um único botão numa mesa para indicar que a atividade fora imaginada. O último grupo era o de controle, sem treinamento prévio da tarefa.

 

Ellen Vilar N°08



Escrito por 2° E.M. - Objetivo 2004 às 22h33
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Plantas transgênicas capazes de produzir óleos de peixe

22 de Junho de 2004 (Bibliomed).  As PUFAs - gorduras poliinssaturadas omega-3 e omega-6 - são conhecidas como ácidos graxos essenciais pelos seus numerosos efeitos benéficos na saúde humana. Como o corpo humano é relativamente ineficiente em sintetizar as PUFAs, o conselho de saúde atual é aumentar a ingestão dietética destes ácidos - de qual nossa fonte principal são os óleos de peixe.

Mas preocupações sobre a diminuição de recursos de peixe e a acumulação de toxinas em várias espécies tornam a busca por fontes alternativas desses ácidos algo importante.

Na revista Nature Biotechnology de junho de 2004, pesquisadores relataram a criação de uma planta transgênica que pode produzir os ácidos graxos omega-3 e omega-6.

Fonte: Nature Biotechnology 22, 739 - 745 (2004)



Escrito por 2° E.M. - Objetivo 2004 às 17h33
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Emilly-nº9

Excesso de frutose altera hormônios e dá fome

Estudo realizado nos EUA relaciona o consumo de frutose --uma forma de açúcar comum em frutas, mel e xaropes adoçantes-- a alterações na regulação do apetite que levam à fome.

Para comprovar a teoria, pesquisadores do Monell Chemical Senses Center, na Filadélfia, observaram o comportamento de dois hormônios relacionados à sensação de satisfação após a comida --a insulina e a leptina.

Eles deram de comer a 12 mulheres de peso normal que, em seguida, bebiam um suco adoçado com a mesma quantidade de frutose contida em duas latas de refrigerante.

O resultado: depois de beber o suco, os participantes da pesquisa ficaram com baixos níveis de insulina e leptina. Por outro lado, os níveis de ghrelin --hormônio produzido pelo estômago que ajuda o organismo a saber se está na hora de comer-- ficaram altos.

"Achamos que [essa alteração hormonal] pode levar a comer mais", diz Karen Teff, médica norte-americana responsável pelo estudo.

Ela recomenda que as pessoas que brigam com a balança devem limitar a ingestão de refrigerantes e outras bebidas que são adoçadas com frutose, presente em adoçantes com xarope de milho. "Mudei meus hábitos alimentares por conta disso, honestamente", disse.

A cientista explicou que bebidas adoçadas com glicose --e não com frutose-- não dão tanta fome porque ela dispara a produção de insulina pelo pâncreas, o que diz ao organismo: "você está satisfeito". Além disso, a glicose seria metabolizada de uma maneira mais saudável que a frutose.

A pesquisa foi publicada na edição de 4 de junho do "Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism".



Escrito por 2° E.M. - Objetivo 2004 às 23h18
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É o DNA!

Há 60 anos era demonstrado o papel central dessa molécula na hereditariedade


Oswald Avery, Colin MacLeod e Maclyn McCarty (da esquerda para a
direita ) descobriram que o DNA é a molécula da hereditariedade

Qualquer estudante com um mínimo de informação em biologia sabe que as características genéticas da grande maioria dos seres vivos são transmitidas de geração a geração pelo ácido desoxirribonucléico (DNA). No entanto, a primeira demonstração do papel central desempenhado por essa molécula na hereditariedade ocorreu há apenas seis décadas, e não foi aceita de imediato.

Uma experiência realizada em 1928 pelo microbiólogo inglês Frederick Griffith (1877-1941) mostrou, para surpresa geral, que bactérias capazes de causar uma doença podiam, mesmo depois de mortas, 'passar' essa capacidade para bactérias vivas que a tinham perdido, mas não descobriu como isso ocorria.

Esse enigma só seria decifrado em 1944, quando um trabalho de três médicos norte-americanos -- Oswald T. Avery (1877-1955), Colin M. MacLeod (1909-1972) e Maclyn McCarty (1911-) -- indicou que o DNA das bactérias mortas seria o responsável pela transmissão da virulência para as bactérias vivas.

Tal associação era tão surpreendente para a época que, embora ficasse clara na experiência, recebeu pouco destaque no título do trabalho de Avery e colegas: 'Estudos sobre a natureza química da substância indutora de transformação de tipos de Pneumococcus'. A informação mais importante estava no subtítulo -- 'Indução de transformação por uma fração de ácido desoxirribonucléico isolada de Pneumococcus tipo III' --, mas este certamente só chamaria a atenção de especialistas da área.

Qual a razão para tamanho cuidado? A composição química dos ácidos nucléicos e das proteínas já era conhecida. Sabia-se que os primeiros eram longas moléculas formadas por apenas quatro tipos de unidades básicas, o que as tornava quimicamente muito monótonas, sobretudo porque estava em voga a teoria de que o DNA seria uma longa seqüência de 'blocos' idênticos, cada um reunindo quatro diferentes nucleotídeos (moléculas constituídas de um açúcar específico que se liga a uma base nitrogenada e a um grupo fosfato).

Em contrapartida, sabia-se que as proteínas eram polímeros formados por 20 aminoácidos diferentes. Assim, apresentavam uma diversidade de estrutura muito maior, e por isso eram as moléculas mais cotadas como as responsáveis primárias pela grande diversidade genética dos seres vivos, embora em 1897 o zoólogo norte-americano Edmund B. Wilson (1856-1939) já tivesse sugerido que esse papel cabia a um ácido nucléico.

 

Ellen Vilar n°08



Escrito por 2° E.M. - Objetivo 2004 às 14h38
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Conrado Carrasco nº 7

Chimpanzés podem ser extintos em 50 anos

da Folha Online

Parente mais próximo do ser humano, o chimpanzé pode ser extinto em cerca de 50 anos por causa da caça, da devastação de seu habitat natural e de doenças.

O alerta é de pesquisadores norte-americanos, que apresentaram um estudo nesta terça-feira durante uma conferência da Pasa (Aliança dos Santuários Pan-Africanos, na sigla em inglês) em Johannesburg, na África do Sul. Estes santuários abrigam grandes macacos feridos ou órfãos.

"A situação é muito mais crítica do que pensávamos", disse Norm Rosen, antropólogo da Universidade do Estado da Califórnia, que coordenou o trabalho.

O estudo levou em conta o número de órfãos levados para os santuários para calcular a perda de chimpanzés na floresta. Rosen estima que dez chimpanzés são mortos em seu habitat natural para cada órfão que chega aos santuários.

Atualmente, os 19 santuários da Pasa cuidam de 670 chimpanzés --um número que cresceu mais de 50% nos últimos três anos.

Segundo a pesquisa, a situação mais crítica está entre a subespécie Pan troglodytes vellerosus. Atualmente, só restaram 8.000 exemplares deste chimpanzé, encontrado predominantemente na Nigéria. De acordo com os especialistas, ele pode desaparecer em até 23 anos.

As outras três subespécies de chimpanzés enfrentam chances pouco melhores --os cientistas calculam que estes animais podem ser extintos entre 41 e 53 anos.



Escrito por 2° E.M. - Objetivo 2004 às 20h00
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Emilly Ribeiro nº 9

Falar duas línguas deixa o cérebro mais jovem

da Folha de S.Paulo

Para manter as funções cerebrais rápidas como na juventude, duas línguas são melhores que uma só, segundo pesquisadores canadenses.

Adultos mais velhos que cresceram bilíngües têm reflexos mentais mais rápidos do que pessoas que falam apenas uma língua. Essas pessoas mostraram menor declínio natural associado à idade.

Os testes sugerem que o esforço de ir de uma língua a outra mantém o cérebro elástico e pode ajudar a evitar o retardamento causado pela idade.

A pesquisa, feita na Universidade York, no Canadá, foi publicada na revista "Psychology and Aging".



Escrito por 2° E.M. - Objetivo 2004 às 19h58
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