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USP importa células-tronco embrionárias dos EUA da Folha Online
Pesquisadores do Instituto de Biociências da USP (Universidade de São Paulo) importaram dos Estados Unidos quatro linhagens de células-tronco embrionárias.
O material foi fornecido pelo norte-americano Douglas Melton, da Universidade de Harvard, que as disponibiliza gratuitamente a outras instituições de pesquisas.
"Estamos muito entusiasmados com o recebimento das células-tronco embrionárias humanas, pois se trata de um modelo experimental de enorme valor em termos de linhas de pesquisa que podem ser abertas", disse Lygia da Veiga Pereira, pesquisadora da USP cuja equipe foi a responsável pela criação, em 2001, das primeiras linhagens de células-tronco embrionárias de camundongos.
Após descongelar o material, os pesquisadores pretendem comparar os resultados obtidos a partir das células-tronco embrionárias de camundongos com as humanas.
Legislação
A legislação brasileira atual proíbe as pesquisas com embriões humanos. O novo projeto de Biossegurança, já aprovado pela Câmara dos Deputados, deve enterrar em definitivo a pesquisa com células-tronco embrionárias, caso o Senado não altere o texto.
Apesar do material representar um avanço para os estudos brasileiros, a pesquisadora acredita que a impossibilidade de o Brasil estabelecer suas próprias linhagens torna o país dependente da pesquisa estrangeira e atrasa os avanços médicos.
"Perdemos uma parte fundamental do estudo, perdemos autonomia e ficamos à mercê do desenvolvimento feito em outro país", afirmou.
Para a cientista, sem o impedimento legal, o Brasil teria condições de obter esse material sozinho e sem qualquer dificuldade.
Nos Estados Unidos, não há proibição. Entretanto, desde 2001, o presidente George W. Bush suspendeu os fundos federais para pesquisas com células-tronco embrionárias. A decisão de Harvard de disponibilizar estas linhagens foi considerada uma afronta à política de Bush.
Possibilidades
Células-tronco são como curingas, ou seja, células neutras que ainda não possuem características que as diferenciem como uma célula da pele ou do músculo, por exemplo.
Essa capacidade em se diferenciar em outros tecidos tem chamado a atenção dos cientistas. Cada vez mais pesquisas mostram que as células-tronco podem recompor tecidos danificados e, assim, teoricamente, tratar um infindável número de problemas, como alguns tipos de câncer, o mal de Parkinson e de Alzheimer, doenças degenerativas e cardíacas ou até mesmo fazer com que pessoas que sofreram lesão na coluna voltem a andar.
Basicamente, há dois tipos de células-tronco: as extraídas de tecidos maduros de adultos e crianças --do cordão umbilical ou da medula óssea-- e as de embriões.
No caso das células-tronco embrionárias, muitos cientistas afirmam que elas são mais eficazes para formar, praticamente, qualquer tecido do corpo humano. O problema é que, para extrai-las, o embrião é destruído --o que gera protestos de grupos religiosos e antiaborto.
Rodrigo Rodriguez nº17 2º e.m.
Escrito por 2° E.M. - Objetivo 2004 às 23h58
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Vai uma vacina aí?
Pesquisa utiliza bactérias lácticas em síntese de proteínas segura para o consumo
Comer queijo em vez de tomar vacina para se proteger das doenças deve ser o sonho de muitas crianças. Anderson Miyoshi, pós-doutorando do Departamento de Biologia Geral da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), trabalha para realizá-lo. Há quatro anos, ele estuda a síntese de proteínas em bactérias lácticas, amplamente utilizadas pela indústria alimentícia na produção e conservação de produtos como leites fermentados, iogurtes, manteigas, queijos etc.
Desde os anos 80, com o advento da tecnologia do DNA recombinante, muitas pesquisas voltaram-se para o uso de bactérias como 'usinas celulares' para a fabricação de proteínas por meio da expressão gênica. Logo nos primeiros estudos, as bactérias lácticas, consideradas seguras para o consumo humano e animal, tornaram-se boas candidatas. "Entre elas, a Lactococcus lactis, usada principalmente na fabricação de queijos, mostrou-se uma das espécies de mais fácil manipulação genética", conta Miyoshi.
Os sistemas de expressão testados, porém, utilizam marcadores de antibióticos e outros compostos potencialmente nocivos à saúde, o que restringe seu uso aos laboratórios. "Além disso, a legislação de vários países proíbe a presença desses compostos no produto final", acrescenta o pesquisador
Ellen Vilar N°08
Escrito por 2° E.M. - Objetivo 2004 às 22h35
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O poder da imaginação
Estudo revela que mentalizar execução de uma tarefa ajuda a melhorar desempenho
 O pensador, escultura do francês Auguste Rodin (1840-1917)
Você acredita que o simples fato de alguém mentalizar que está andando de bicicleta pode ajudá-lo a melhorar seu desempenho? Pois é isso que sugerem experimentos realizados no Laboratório de Neurociências e Comportamento do Instituto de Biociências (IB) da Universidade de São Paulo (USP). Coordenado pelo biólogo André Frazão Helene e orientado pelo professor Gilberto Xavier, o estudo mostrou que um treinamento imaginativo pode de fato aprimorar uma habilidade.
Helene explica que as áreas cerebrais ativadas durante o exercício de imaginação de uma tarefa e sua execução efetiva são muito próximas. "O tempo de imaginação de um ato motor é igual ao tempo de sua execução real", afirma. "Ocorre, por exemplo, uma elevação proporcional da taxa de batimentos cardíacos, de ventilação e de consumo de oxigênio quando pessoas se imaginam andando a 5, 8 ou 12 km/h."
A equipe avaliou a possibilidade de se adquirir novas memórias por meio do treinamento restrito à imaginação. Um primeiro experimento, de natureza cognitiva, envolveu um grupo de voluntários que tinha que ler palavras invertidas e escrevê-las corretamente com o dedo no ar. Outro grupo lia palavras grafadas de forma correta e as imaginava escritas ao contrário. Após três dias de treino de 100 palavras por dia para cada um, foi verificado que o desempenho dos grupos era equivalente. "Ambos tiveram a aquisição efetiva da habilidade", afirma Helene.
Um segundo experimento avaliou o aprendizado motor pela imaginação. Os 24 participantes, todos destros, foram divididos em três grupos. O primeiro era de treino real: eles se sentavam de frente para um monitor em que apareciam em seqüência números de um a quatro. A cada número correspondia um dos dedos da mão direita; a tarefa consistia em tocar com o polegar os dedos equivalentes ao número mostrado na tela. O segundo era de treino imaginativo: a diferença é que ao invés de realmente tocarem o polegar, os participantes deviam somente imaginar a ação e apertar um único botão numa mesa para indicar que a atividade fora imaginada. O último grupo era o de controle, sem treinamento prévio da tarefa.
Ellen Vilar N°08
Escrito por 2° E.M. - Objetivo 2004 às 22h33
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Plantas transgênicas capazes de produzir óleos de peixe
22 de Junho de 2004 (Bibliomed). As PUFAs - gorduras poliinssaturadas omega-3 e omega-6 - são conhecidas como ácidos graxos essenciais pelos seus numerosos efeitos benéficos na saúde humana. Como o corpo humano é relativamente ineficiente em sintetizar as PUFAs, o conselho de saúde atual é aumentar a ingestão dietética destes ácidos - de qual nossa fonte principal são os óleos de peixe.
Mas preocupações sobre a diminuição de recursos de peixe e a acumulação de toxinas em várias espécies tornam a busca por fontes alternativas desses ácidos algo importante.
Na revista Nature Biotechnology de junho de 2004, pesquisadores relataram a criação de uma planta transgênica que pode produzir os ácidos graxos omega-3 e omega-6.
Fonte: Nature Biotechnology 22, 739 - 745 (2004)
Valeska Mota número 19
Escrito por 2° E.M. - Objetivo 2004 às 17h33
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Emilly-nº9
Excesso de frutose altera hormônios e dá fome
Estudo realizado nos EUA relaciona o consumo de frutose --uma forma de açúcar comum em frutas, mel e xaropes adoçantes-- a alterações na regulação do apetite que levam à fome.
Para comprovar a teoria, pesquisadores do Monell Chemical Senses Center, na Filadélfia, observaram o comportamento de dois hormônios relacionados à sensação de satisfação após a comida --a insulina e a leptina.
Eles deram de comer a 12 mulheres de peso normal que, em seguida, bebiam um suco adoçado com a mesma quantidade de frutose contida em duas latas de refrigerante.
O resultado: depois de beber o suco, os participantes da pesquisa ficaram com baixos níveis de insulina e leptina. Por outro lado, os níveis de ghrelin --hormônio produzido pelo estômago que ajuda o organismo a saber se está na hora de comer-- ficaram altos.
"Achamos que [essa alteração hormonal] pode levar a comer mais", diz Karen Teff, médica norte-americana responsável pelo estudo.
Ela recomenda que as pessoas que brigam com a balança devem limitar a ingestão de refrigerantes e outras bebidas que são adoçadas com frutose, presente em adoçantes com xarope de milho. "Mudei meus hábitos alimentares por conta disso, honestamente", disse.
A cientista explicou que bebidas adoçadas com glicose --e não com frutose-- não dão tanta fome porque ela dispara a produção de insulina pelo pâncreas, o que diz ao organismo: "você está satisfeito". Além disso, a glicose seria metabolizada de uma maneira mais saudável que a frutose.
A pesquisa foi publicada na edição de 4 de junho do "Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism".
Escrito por 2° E.M. - Objetivo 2004 às 23h18
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É o DNA!
Há 60 anos era demonstrado o papel central dessa molécula na hereditariedade
 Oswald Avery, Colin MacLeod e Maclyn McCarty (da esquerda para a direita ) descobriram que o DNA é a molécula da hereditariedade
Qualquer estudante com um mínimo de informação em biologia sabe que as características genéticas da grande maioria dos seres vivos são transmitidas de geração a geração pelo ácido desoxirribonucléico (DNA). No entanto, a primeira demonstração do papel central desempenhado por essa molécula na hereditariedade ocorreu há apenas seis décadas, e não foi aceita de imediato.
Uma experiência realizada em 1928 pelo microbiólogo inglês Frederick Griffith (1877-1941) mostrou, para surpresa geral, que bactérias capazes de causar uma doença podiam, mesmo depois de mortas, 'passar' essa capacidade para bactérias vivas que a tinham perdido, mas não descobriu como isso ocorria.
Esse enigma só seria decifrado em 1944, quando um trabalho de três médicos norte-americanos -- Oswald T. Avery (1877-1955), Colin M. MacLeod (1909-1972) e Maclyn McCarty (1911-) -- indicou que o DNA das bactérias mortas seria o responsável pela transmissão da virulência para as bactérias vivas.
Tal associação era tão surpreendente para a época que, embora ficasse clara na experiência, recebeu pouco destaque no título do trabalho de Avery e colegas: 'Estudos sobre a natureza química da substância indutora de transformação de tipos de Pneumococcus'. A informação mais importante estava no subtítulo -- 'Indução de transformação por uma fração de ácido desoxirribonucléico isolada de Pneumococcus tipo III' --, mas este certamente só chamaria a atenção de especialistas da área.
Qual a razão para tamanho cuidado? A composição química dos ácidos nucléicos e das proteínas já era conhecida. Sabia-se que os primeiros eram longas moléculas formadas por apenas quatro tipos de unidades básicas, o que as tornava quimicamente muito monótonas, sobretudo porque estava em voga a teoria de que o DNA seria uma longa seqüência de 'blocos' idênticos, cada um reunindo quatro diferentes nucleotídeos (moléculas constituídas de um açúcar específico que se liga a uma base nitrogenada e a um grupo fosfato).
Em contrapartida, sabia-se que as proteínas eram polímeros formados por 20 aminoácidos diferentes. Assim, apresentavam uma diversidade de estrutura muito maior, e por isso eram as moléculas mais cotadas como as responsáveis primárias pela grande diversidade genética dos seres vivos, embora em 1897 o zoólogo norte-americano Edmund B. Wilson (1856-1939) já tivesse sugerido que esse papel cabia a um ácido nucléico.
Ellen Vilar n°08
Escrito por 2° E.M. - Objetivo 2004 às 14h38
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Conrado Carrasco nº 7
Chimpanzés podem ser extintos em 50 anos
da Folha Online
Parente mais próximo do ser humano, o chimpanzé pode ser extinto em cerca de 50 anos por causa da caça, da devastação de seu habitat natural e de doenças.
O alerta é de pesquisadores norte-americanos, que apresentaram um estudo nesta terça-feira durante uma conferência da Pasa (Aliança dos Santuários Pan-Africanos, na sigla em inglês) em Johannesburg, na África do Sul. Estes santuários abrigam grandes macacos feridos ou órfãos.
"A situação é muito mais crítica do que pensávamos", disse Norm Rosen, antropólogo da Universidade do Estado da Califórnia, que coordenou o trabalho.
O estudo levou em conta o número de órfãos levados para os santuários para calcular a perda de chimpanzés na floresta. Rosen estima que dez chimpanzés são mortos em seu habitat natural para cada órfão que chega aos santuários.
Atualmente, os 19 santuários da Pasa cuidam de 670 chimpanzés --um número que cresceu mais de 50% nos últimos três anos.
Segundo a pesquisa, a situação mais crítica está entre a subespécie Pan troglodytes vellerosus. Atualmente, só restaram 8.000 exemplares deste chimpanzé, encontrado predominantemente na Nigéria. De acordo com os especialistas, ele pode desaparecer em até 23 anos.
As outras três subespécies de chimpanzés enfrentam chances pouco melhores --os cientistas calculam que estes animais podem ser extintos entre 41 e 53 anos.
Escrito por 2° E.M. - Objetivo 2004 às 20h00
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Emilly Ribeiro nº 9
Falar duas línguas deixa o cérebro mais jovem
da Folha de S.Paulo
Para manter as funções cerebrais rápidas como na juventude, duas línguas são melhores que uma só, segundo pesquisadores canadenses.
Adultos mais velhos que cresceram bilíngües têm reflexos mentais mais rápidos do que pessoas que falam apenas uma língua. Essas pessoas mostraram menor declínio natural associado à idade.
Os testes sugerem que o esforço de ir de uma língua a outra mantém o cérebro elástico e pode ajudar a evitar o retardamento causado pela idade.
A pesquisa, feita na Universidade York, no Canadá, foi publicada na revista "Psychology and Aging".
Escrito por 2° E.M. - Objetivo 2004 às 19h58
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Igor Manara nº 22
Empresa cria vacina para efeito da cocaína
da Folha de S.Paulo
Uma empresa farmacêutica do Reino Unido criou uma espécie de vacina que pode auxiliar viciados em cocaína a abandonarem a dependência. O preparado, chamado de TA-CD, foi desenvolvido pela companhia Xenova e teria sido capaz, segundo dados da empresa, de manter metade dos dependentes testados longe da droga por seis meses.
A divulgação dos resultados aconteceu durante a 66ª Reunião Científica Anual do Conselho sobre Problemas da Dependência de Drogas, em Porto Rico.
A vacina não corta a vontade de consumir cocaína, mas impede os usuários de experimentar os efeitos da substância no cérebro. Segundo a Xenova, isso bastaria para impedir que os vacinados voltassem a se tornar dependentes.
David Oxlade, executivo-chefe da Xenova, disse à Rádio BBC 4 que o estudo relatado era o terceiro a ser realizado com a TA-CD nos Estados Unidos. Ele explicou que a vacina foi criada acrescentando à própria cocaína uma grande molécula de proteína que é reconhecida pelo sistema imune (de defesa) do organismo humano. Com isso, ela é atacada e desativada por anticorpos, impedindo sua chegada ao cérebro.
Foram realizados dois estudos da chamada Fase 2, que envolve a verificação de segurança e eficácia num grupo pequeno de voluntários. Os testes duraram 12 semanas e 20 pacientes completaram o tratamento com sucesso. Num dos grupos, 42% das pessoas passaram seis meses livres da droga.
A idéia é que a vacina seja usada como parte de programas de recuperação implementados em centros especializados. Se o paciente reincidir no consumo da droga, algum tempo depois, ele não sentiria os efeitos da cocaína, o que em princípio afastaria o risco de ele voltar a se viciar.
O estudo foi considerado interessante pela organização britânica Drugscope, informa a rede britânica BBC. Mas seus porta-vozes também levantaram dúvidas sobre a eficiência da vacina para todos os casos de dependência.
Uma das possibilidades aventadas foi que os viciados em cocaína simplesmente passem a recorrer a outras drogas, quando sentirem que a cocaína não lhes causa mais a mesma sensação, caso o complexo de razões psicossociais associadas à dependência não seja resolvido.
Escrito por 2° E.M. - Objetivo 2004 às 19h57
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Rodrigo Rodriguez nº 17
Reservas marinhas têm viabilidade econômica, diz WWF
Quase um terço dos oceanos poderia ser transformado em reservas marinhas para proteger os peixes, a um custo menor do que os governos têm hoje com subsídios à pesca comercial, revelou estudo do WWF (Fundo Mundial para a Natureza, na sigla em inglês).
Os pesquisadores descobriram que custaria até US$ 14 bilhões por ano para administrar tais reservas.
Eles estimam que os atuais subsídios governamentais para a pesca estão entre US$ 15 bilhões e US$ 30 bilhões anuais.
Escrito por 2° E.M. - Objetivo 2004 às 19h54
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Enzima promete novo remédio antiasma
MARCUS VINICIUS MARINHO da Folha de S.Paulo
Uma descoberta inesperada pode levar a um novo tipo de tratamento para a asma. Uma proteína comum do corpo, achada por acidente nos pulmões de roedores doentes, parece ser a chave para aliviar os pulmões e brônquios dos 7% da população mundial que sofrem da doença crônica (segundo dados da OMS).
A equipe do médico pneumologista Jack Elias, da Universidade Yale, nos EUA, descobriu uma ligação inédita entre uma enzima (proteína que acelera reações) chamada quitinase e a asma. Ao bloquearem a ação dessa substância em roedores asmáticos, os cientistas atenuaram os efeitos da doença. Além da esperança de novas drogas, essa relação reforça a noção de que a asma seja, na verdade, um subproduto indesejado de uma reação do sistema imunológico humano ao ataque de parasitas do ambiente.
Os pesquisadores estudavam camundongos com uma doença semelhante à asma e descobriram nos pulmões dos roedores uma substância na forma de pequenos cristais. "Aconteceu completamente por acaso. Vimos os cristais no pulmão dos roedores doentes e, de início, achamos que fossem cristais comuns no catarro. Mas aí alguém no meu laboratório disse: "E se não for isso?" Aí descobrimos lá uma quitinase", disse à Folha Elias, 53. "Percebemos que talvez tivesse relação com a asma. Afinal, ela aparecia tanto nos pulmões inflamados."
As quitinases são enzimas responsáveis por degradar a quitina, substância presente nas paredes celulares de fungos, nos exosqueletos (carapaças) de crustáceos e insetos e em vermes parasitas. Mamíferos não têm enzimas para produzir quitina --como têm os insetos--, mas possuem várias quitinases para repelir parasitas que dependem de quitina.
Desconfiados, os cientistas induziram ataques de asma nos camundongos e examinaram seu tecido pulmonar à busca da enzima encontrada, no caso a AMCase (abreviação em inglês de quitinase ácida de mamíferos). Encontraram muito mais AMCase que nos roedores sadios. Quando a equipe de Elias deu aos animais um soro que bloqueava a ação da quitinase, a inflamação nos pulmões dos roedores diminuiu.
"Essa relação é inédita. O desafio agora é achar anticorpos que bloqueiem esse tipo de quitinase em humanos para produzir novos medicamentos para a asma", diz Elias, que já verificou que pulmões humanos com a doença também têm grande quantidade da enzima antiparasita.
"Na verdade a quitinase, que deveria nos proteger de parasitas, está desencadeando um efeito secundário nocivo em nosso sistema imunológico, envolvendo células conhecidas como linfócitos T auxiliares", diz o cientista.
Segundo o pesquisador, uma das substâncias produzidas por esses glóbulos brancos, chamada interleucina-13, tem íntima relação com a presença da AMCase. Quanto mais quitinase, mais interleucina e mais inflamação.
A conseqüência imediata do estudo, a esperança de um novo medicamento para a asma --os pesquisadores de Yale já licenciaram a patente sobre a descoberta para a companhia americana MedImmune--, não é a única, segundo Elias. Para ele, o achado pode levar a um rápido método de identificação de propensão genética a asma em humanos.
"A capacidade genética de alguém produzir quitinase pode estar ligada à propensão do indivíduo para asma", afirma.
Para Carlos Roberto Ribeiro de Carvalho, especialista da área e coordenador da Enfermaria de Pneumologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, a descoberta é importante para a compreensão da doença.
"É claro que há muito mais. Não é um gene só e nem uma proteína só que desencadeiam todo o processo. No entanto, a descoberta é de grande importância, porque abre um novo campo de ação para os medicamentos", diz Carvalho. "Não deve ser a cura da asma, mas é um grande passo para entender melhor a doença", afirma.
Para Elias, que conhece o Brasil, a descoberta pode ajudar também os 16 milhões de brasileiros com asma. "Estive em São Paulo só uma vez, mas tenho parentes na cidade e sei que ela é muito famosa pela poluição. Talvez a descoberta possa ajudar os muitos asmáticos que deve haver aí."
Karina N° 10
Escrito por 2° E.M. - Objetivo 2004 às 12h29
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-28% da África é selvagem e não explorada. -38% dos EUA é selvagem e não explorado.
-O "quack" de um pato não produz eco, e ninguém sabe porquê.
-Pessoas inteligentes têm mais cobre e zinco no cabelo.
-Quando o gambá se faz de doente, não está brincando: está aterrorizado.
-O olho da avestruz é maior do que seu cérebro.
-O maior vôo de uma galinha foi de 13 segundos.
-A noz-moscada é extremamente venenosa se injetada na veia.
-Em Cleveland, Ohio, é ilegal pegar ratos sem licença de caça.
-É possível conduzir o gado para cima, mas não para baixo.
-Em 10 minutos, um furacão libera mais energia do que todas as bombas
nucleares existentes no mundo.
-Todos os animais podem pular, exceto o elefante.
-O coração bombeia o sangue com uma pressão suficiente para esguichar o
sangue a uma altura de 9 metros.
-Os humanos e os golfinhos são as únicas espécies que praticam o sexo por
prazer.
-O músculo mais potente do corpo é a língua.
-É impossível espirrar com os olhos abertos.
-É impossível se suicidar parando a respiração
-Há mais chance de você morrer com uma rolha de champanhe do que com uma
aranha venenosa.
-Os destros vivem em média 9 anos mais que os canhotos.
-O orgasmo do porco dura 30 minutos.
-O crocodilo não pode pôr sua língua para fora.
-A formiga levanta 50 vezes seu peso, e puxa 30 vezes seu peso.
-O urso polar é canhoto.
-O bagre é o animal com mais papilas gustativas, tendo 27.000 ao
todo.
-A pulga pula 350 vezes sua altura, o que equivale a uma pessoa dar um
pulo de uma altura igual à largura de um campo de futebol.
-Uma barata vive 9 dias sem a cabeça.
-O louva-deus não pode copular com sua cabeça presa ao corpo. A fêmea inicia o coito arrancando a cabeça do macho.
-Alguns leões copulam 50 vezes por dia.
-As borboletas sentem gosto com os pés e não com a língua.
-A estrela-do-mar não tem cérebro.
-Em 1995, um japonês recitou, de memória, os 42.000 primeiros dígitos do número Pi (3,14159...) em 9 horas.
-Da terra pode-se ver estrelas, milhões de anos após sua morte.
-A baleia evoluiu de um mamífero terrestre possivelmente parecido com o búfalo.
-Se explodirmos 3 bombas atômicas ao mesmo tempo a terra sai de órbita.
-A velocidade da luz (300.000 km/s) é menor que a velocidade do pensamento.
-A bomba atômica foi inventada por um Judeu.
-A morte do sol pode ser adiada.
-Na verdade são 11 planetas no universo.
-Jogando uma pena e um carro, no vácuo total, os dois tocam o solo ao mesmo tempo.
-Para a física o frio não existe
-O buraco negro mais próximo da terra fica à 50.000 anos luz da terra.
-Existem pessoas que acreditam que os buracos negros são uma passagem para outra dimensão.
-Até hoje o homem só conhece 3 dimensões (altura, largura, profundidade), mas algumas pessoas dizem que a quarta dimensão está próxima de ser descoberta (possivelmente será o tempo no espaço).
-O relógio mas certo do mundo são os relógios atômicos que demoram mais de um século para atrasar 1 minuto, enquanto os comuns levam dias.
-Os anéis de Saturno são feitos de gases
-Em uma pedra caída de Marte na Terra foram encontrados bactérias e fungos
-A velocidade da luz (300.000 km/s) é menor que a velocidade do pensamento
Camilla vu nº05
Escrito por 2° E.M. - Objetivo 2004 às 21h55
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caoline chagas n6
Antibiótico magnético é aposta para tratar infecções
De acordo com o dentista André Gasparetto, do Instituto de Ciências Biomédicas da USP, sob determinadas condições de influência magnética, a agressividade da levedura Candida albicans --causadora da candidíase-- aumenta bastante, podendo favorecer o desenvolvimento de infecções.
Escrito por 2° E.M. - Objetivo 2004 às 13h51
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CAROLINE CHAGAS N°6
Fauna brasileira: espécies ameaçadas
A destruição do habitat e a caça e o comércio ilegais são os principais fatores que vêm levando ao desaparecimento de diversas aves no Brasil, país que apresenta a maior diversidade do mundo de psitacídeos (família que engloba araras, papagaios, jandaias e periquitos) e onde se encontram cerca de 10% das espécies aviárias do planeta e 55% das existentes na América do Sul. Na lista oficial da fauna brasileira ameaçada de extinção, organizada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), 108 aves estão incluídas, entre as quais o gavião-real (maior ave rapineira do mundo); o cisne-do-pescoço-preto; o perdigão; o flamingo; a andorinha-do-mar-do-bico-amarelo; o papagaio-da-serra; o pica-pau-de-coleira; e a arara-azul-de-lear (oriunda do sertão da Bahia, ameaçada sobretudo em razão do tráfico).
Escrito por 2° E.M. - Objetivo 2004 às 14h45
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CAROLINE CERVANTE CHAGAS N° 6
Quais são as diferenças entre nutrição e alimentação? Do Klick Educação
A alimentação é um processo voluntário de seleção de alimentos que retira do ambiente uma série de produtos (os alimentos), naturais ou transformados, para ingerir e fornecer ao organismo as substâncias necessárias para a nutrição. A nutrição é um conjunto de processos que vão desde a ingestão do alimento até a sua assimilação pelas células (a incorporação dos nutrientes extraídos). Desse modo, o corpo consegue a energia necessária para o perfeito funcionamento, formação e manutenção das suas estruturas, além de garantir as atividades metabólicas. A alimentação adequada é indispensável para a boa nutrição.
Escrito por 2° E.M. - Objetivo 2004 às 17h28
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Genes explicariam traição feminina, diz cientista
Um estudo realizado na Grã-Bretanha afirma que algumas pessoas seriam geneticamente programadas para a infidelidade.
O professor Tim Spector, da Unidade de Pesquisa de Gêmeos do St. Thomas's Hospital, estudou duplas de gêmeas e disse que se uma delas tivesse um histórico de infidelidade, as chances de a irmã também apresentar o problema seriam de 55%.
Em geral, estima-se que apenas 23% das mulheres traiam seus parceiros.
Além disso, Spector descobriu que a tendência para que os dois irmãos sejam ou não fiéis é mais forte em casos univitelinos, em que os gêmeos são idênticos.
Fatores ambientais
O cientista reforçou a idéia de que os genes apenas não determinam categoricamente se um indivíduo será ou não infiel, pois é preciso contar fatores ambientais.
Mas Spector afirmou que faz sentido, em termos de evolução, que o ser humano busque uma boa mistura de genes e que as mulheres procurem uma opção melhor se ela surgir.
Apesar disso, o pesquisador não conclui que exista um gene da infidelidade.
"Não deve existir um gene só para isso. Mas pode haver genes que participam desse tipo de comportamento, um número de genes trabalhando juntos, como fazem quando determinam traços associados à personalidade do indivíduo", disse Spector.
Mas alguns psicólogos vêem a pequisa com reservas.
A psicóloga britânica Petra Boynton, por exemplo, acredita ser difícil definir o que seria uma herança do que é aprendizado social.
"Se uma criança vê a mãe trair o pai, ela pode repetir esse comportamento mais facilmente no futuro", disse.
Por CamiLa nº4
Escrito por 2° E.M. - Objetivo 2004 às 17h24
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Encontrada bactéria multicelular em lagoas do Rio
Classificação do novo organismo, formado por até 20 células, mobiliza cientistas
 Visão no microscópico ótico de diversas 'bactérias multicelulares'. O tamanho médio de cada uma é 7,5 micrômetros. (fotos: Carolina Keim e colegas)
Pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas e do Instituto de Microbiologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro encontraram um organismo multicelular constituído de 15 a 20 células bacterianas em lagoas no Rio de Janeiro. O ser não tem núcleo celular definido por membrana (é procarioto) e possui todas as características atribuídas a uma bactéria. No entanto, é multicelular.
"Já tínhamos notado a presença dessa bactéria em outros estudos feitos a partir das águas das lagoas Rodrigo de Freitas, de Itaipu e de Maricá", explica a bióloga Carolina Keim, uma das autoras do estudo publicado em março no Journal of Structural Biology. "Mas nunca tínhamos encontrado o organismo em quantidade suficiente que possibilitasse seu estudo mais aprofundado."
Isso só se tornou viável quando, há cerca de quatro anos, durante seu doutorado na UFRJ, Carolina e colaboradores coletaram na lagoa de Araruama amostras muito ricas nesses microrganismos, nas quais havia milhares de espécimes por centímetro cúbico, livres de outros organismos.
Os pesquisadores crêem que o metabolismo dessa bactéria está associado a ambientes em que se encontrem grandes quantidades de enxofre. Todas as lagoas onde foram achados esses organismos possuíam água salobra, marinha ou hipersalina (com a presença de sulfato e sulfeto, compostos inorgânicos à base de enxofre) em percentuais relativamente altos.
 A bactéria consiste numa esfera formada por 20 células em média, como mostra a imagem por microscopia eletrônica. Os 'fiapos' na superfície correspondem aos flagelos.
As análises concluíram que as células do organismo nunca vivem sozinhas (diferentemente de bactérias em uma colônia), não concorrem umas com as outras e se comunicam entre si, apesar de não haver divisão de trabalho entre elas. "O organismo é capaz de realizar tipos de movimentos complexos e nadar numa velocidade de cerca de 50 micrômetros por segundo", explica Carolina. "O fato só é possível devido a essa troca de informações entre as células." A bióloga também esclarece que o espaço entre as células desse organismo é quase o mesmo encontrado nos seres multicelulares.
Os pesquisadores estão tentando demonstrar que o organismo bacteriano satisfaz algumas das condições consideradas fundamentais para ser considerado multicelular. "Temos duas tendências na classificação dos organismos", explica Carolina Keim. "Uma é a complexidade, observada principalmente em animais e plantas que possuem diversas células especializadas que trabalham em conjunto. A outra é a simplicidade, observada nos microorganismos unicelulares. Acreditamos que esse organismo esteja no meio do caminho, entre essas duas definições opostas."
A pesquisadora também explica que os organismos multicelulares tiveram várias origens independentes durante a evolução. "Tudo indica que esse organismo é representante de mais uma origem independente", diz Carolina Keim.
A nova bactéria foi chamada de "organismo multicelular magnetotáctico", por ser sensível a campos magnéticos. Como ela ainda não foi cultivada em laboratório e seu estudo ainda está em andamento, não foi possível determinar sua espécie e lhe dar um nome científico. "O que sabemos até o momento é que sua morfologia é diferente das outras bactérias já analisadas. Podemos estar até observando um gênero novo", afirma Carolina. A pesquisadora também comentou a necessidade de comparar esse organismo com um outro de características semelhantes encontrado em lagos parecidos nos EUA.
Ellen Vilar N°8
Escrito por 2° E.M. - Objetivo 2004 às 20h58
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Exposição do Greenpeace integra Semana do Meio Ambiente
Andre nº3
O Greenpeace inaugurou na última sexta-feira, 04 de junho, uma grande exposição de fotografias para lembrar a Semana do Meio Ambiente, em três estações de metrô de São Paulo. A mostra retrata as quatro campanhas da organização no Brasil (Amazônia, Energia, Engenharia Genética e Substâncias Tóxicas), que poderão ser conferidas na Sé, Vila Madalena e Giovanni Gronchi. A exposição segue até 30 de junho.
O objetivo do Greenpeace é mostrar, por meio das imagens, a luta de seus sócios, voluntários e ativistas em prol do meio ambiente, em seus 12 anos de história no Brasil. A organização também pretende dessa forma contribuir para conscientizar a população da responsabilidade de todos pela preservação do meio ambiente. O Dia Mundial do Meio Ambiente, 05 de junho, foi instituído em 1972, pela ONU.
O Greenpeace atua por meio de campanhas, as quais, no Brasil, são Amazônia, Energia, Engenharia Genética e Substâncias Tóxicas. Cada estação do metrô exibirá uma campanha diferente - com exceção da Vila Madalena, onde estarão as campanhas de Energia e Substâncias Tóxicas. Em todas elas haverá um módulo institucional que abordará a missão e as principais ações nacionais e internacionais da organização.
Escrito por 2° E.M. - Objetivo 2004 às 00h20
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postado por Emilly nº9
Os vegetais também têm câncer?
Sim, mas a doença não leva as plantas à morte, embora possa prejudicar seu desenvolvimento. Os tumores vegetais costumam ser chamados de galhas e podem ser causados por organismos como líquens, bactérias, vírus e insetos. Um dos tipos mais comuns é induzido pela bactéria Agrobacterium tumefaciens, que vive no solo e atinge plantas comuns, em nossa alimentação, como o tomate, o feijão e a batata. A bactéria entra em contato com a planta através de ferimentos na região do colo: entre a raiz e o caule. Depois, induz as células a aumentarem a produção de hormônios que estimulem a proliferação celular. Esse desequilíbrio hormonal faz com que as células se multipliquem desordenadamente, dando origem a tumores em diferentes partes da planta, afirma a bióloga Sônia Perez, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). Esses tumores podem fazer com que o vegetal infectado seja menor ou menos produtivo fora isso, não há nenhum risco. Não existe a possibilidade de a doença passar para animais ou para o homem se eles consumirem a planta como alimento, diz o engenheiro agrônomo Jorge Vega, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Escrito por 2° E.M. - Objetivo 2004 às 01h13
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